Escape rooms em bares: unindo jogos e drinks

Bares e jogos estão caminhando um para o outro. Bares precisam de um motivo para o cliente vir e ficar: o público mais jovem bebe menos e escolhe lugares onde há algo para fazer. Escape rooms precisam do fluxo de pessoas que os bares já têm. Vamos aos números e a um exemplo real do nosso cliente em Montreal para entender como combinar drinks com um jogo - e quais regras evitam que a bebida atrapalhe a partida.
Por que os bares estão adicionando jogos
O formato “bar mais jogos” é o segmento que mais cresce no entretenimento. No Reino Unido, o número desses estabelecimentos combinados cresceu 455% em cinco anos, e a projeção é que todo o mercado de socialização competitiva passe dos 800 estabelecimentos de hoje para 1.100 até 2030. A economia explica o porquê: na Puttshack - rede de “minigolfe mais bar” - comidas e bebidas respondem por 55% da receita, e dois terços disso é álcool. O jogo traz o cliente e o mantém à mesa, enquanto o estabelecimento fatura no bar.
A fórmula clássica dos centros de entretenimento com cozinha é 50/50: metade da receita vem do jogo, metade de comidas e bebidas. Locais assim faturam duas a três vezes mais por metro quadrado do que locais sem alimentação e bebidas.
Para o dono de um bar, isso significa que o jogo não é decoração - é uma segunda fonte de receita que ainda preenche os horários fracos. Para o dono de um escape room, significa que estar ao lado de um bar dobra o ticket médio por visita.
Um exemplo real: um baú na mesa do bar em Montreal
Nosso cliente Alexander comanda o A\Maze Old Port, no Old Port de Montreal: Inventions, um bar de coquetéis steampunk com 25 lugares e jogos de escape dentro. A sala clássica é jogada à parte, enquanto o nosso Dead Man’s Chest fica no próprio salão principal - uma equipe de duas ou três pessoas joga em uma mesa e pede do cardápio do bar ao mesmo tempo. O jogo dura uma hora e custa US$ 20 por pessoa, contra US$ 37 da sala maior.

A diferença de preço não é por acaso: o baú cumpre outro papel. É uma compra de “aqui e agora” - o casal já está sentado no bar e não precisa planejar a noite com antecedência nem juntar um grupo de seis pessoas para jogar. É exatamente assim que Alexander posiciona esse jogo no site dele: como um formato para dois, ideal para um encontro. E a regra de privacidade é a mesma das salas maiores: uma equipe por partida, sem desconhecidos jogando junto.
O baú resolve o conflito central entre um bar e um escape room. Não dá para jogar uma sala inteira com um copo na mão - mas um jogo de mesa é vendido junto com as bebidas, na mesma comanda e ao mesmo tempo.
Outros dois detalhes desse caso merecem atenção.
Primeiro. No estabelecimento de Alexander, o bartender também é o anfitrião do jogo. Os clientes elogiam a equipe pelo nome nas avaliações e deixam cinco estrelas: uma única pessoa acumula as duas funções, e a qualidade não cai por causa disso.
Segundo. Um jogo que acontece à vista de todo o salão se desgasta mais rápido do que um em sala fechada, e qualquer falha acontece diante de plateia. Por isso os props precisam de um cronograma de manutenção, e a eletrônica precisa de suporte que resolva rápido.
Como os estabelecimentos lidam com a questão do álcool
Ao longo dos anos o setor consolidou algumas regras simples, e elas são praticamente as mesmas em toda parte.
- A bebida fica ao lado do jogo, não dentro da sala. O arranjo híbrido típico nos EUA: coquetéis no lounge antes ou depois do jogo, e nenhum copo dentro da área de jogo. A exceção são os formatos de mesa, como o baú, em que a própria mesa é o jogo.
- Um “não” educado a quem está visivelmente embriagado. Esse é um padrão do setor, escrito no regulamento de estabelecimentos no mundo inteiro: quem bebeu demais raciocina com mais dificuldade, esbarra com mais facilidade em um cenário apertado e quebra um prop sem esforço. Recusar a entrada protege tanto o cliente quanto o jogo.
- Sem licença para vender bebida? Deixe o cliente trazer a sua. Alguns estabelecimentos nos EUA permitem que os clientes tragam cerveja e vinho para eventos - na área de lounge, não na sala. Assim o jogo convive bem com a comemoração sem precisar de licença de bar.
Daí em diante entra o código cultural de cada país, e vale respeitá-lo. Em alguns lugares uma taça de vinho durante o jogo é apenas parte da noite, como em Montreal. Já nos mercados do Leste Europeu, o costume é recusar com jeito quem já bebeu. E no Oriente Médio cresce o formato “bar seco” - toda a dinâmica social de um bar, só que sem álcool - e os jogos se encaixam ali igualmente bem. Cada dono ajusta as regras do seu estabelecimento ao próprio país, em vez de copiar as de outro.
Se o estabelecimento serve as próprias bebidas, a responsabilidade sobre o álcool é coberta por uma apólice de seguro separada, além da cobertura habitual do local. Nos EUA, essa apólice custa cerca de US$ 45 por mês na média; treinar a equipe em serviço responsável de bebidas reduz bastante esse preço.
Qual formato um bar deve escolher
Um jogo na mesa é o caminho mais curto: o baú precisa apenas de uma mesa e um canto do salão, a instalação leva meia hora, e o barulho do bar não atrapalha - no espaço de Alexander a decoração temática do local sustenta o enredo por todo o salão, e o ambiente sonoro joga a favor da experiência como um todo. É um formato para duplas e grupos pequenos, para compras por impulso e integração total com o bar.
Uma sala separada com reservas por hora é o formato que recomendamos quando há espaço: porta fechada, som próprio e tempo reservado entre amigos - exatamente o que um grupo busca. Nesse arranjo o bar trabalha antes e depois do jogo: os clientes se reúnem, jogam e depois comentam a partida com um drink na mão. Quanto espaço uma sala dessas exige - fizemos as contas aqui.
Os dois arranjos funcionam ao mesmo tempo sem atrapalhar um ao outro: o jogo vende por reserva online por jogador, e o bar opera normalmente. E uma noite corporativa de “jogar e jantar” vende as duas frentes de uma vez - detalhamos como isso funciona em outro texto.
Perguntas frequentes
O jogo precisa de licença? O jogo em si não - é um serviço de entretenimento comum. A licença se aplica ao álcool, e se o bar já está aberto, você já a tem. O escape room não complica nada - você está apenas acrescentando um serviço ao salão.
Quanto espaço ocupa o formato de mesa? Uma mesa e cadeiras - o baú fica sobre a mesa e é guardado em um minuto. Não exige espaço permanente, então serve até para um bar pequeno.
Clientes com bebida não vão quebrar o jogo? O risco é maior do que em uma sala sem álcool - isso precisa ser reconhecido e planejado: props resistentes a líquidos na mesa, a regra “visivelmente embriagado? volte outro dia” e peças de reposição à mão. Os híbridos que funcionam resolvem isso com rotina de manutenção, não proibindo tudo.
Coloque o jogo onde os clientes já estão sentados
O formato de mesa é o Dead Man’s Chest, o mesmo jogado no bar de Montreal, e o Wizard’s Chest. Para uma sala separada, existe o castelo. Fale com a gente e conte sobre o seu espaço - sugerimos um formato e calculamos a economia junto com você na calculadora.
Veja toda a linha
Qual escape room combina com o seu negocio?
Wizard's ChestUma aventura privada para casais, com cerca de uma hora dentro de uma história.
Dead Man's ChestUma aventura pirata privada para dois, com cerca de uma hora dentro de uma história.
Chronicles of the Living CastleUm mundo mágico em que um grupo de convidados entra junto, para uma aventura acolhedora e única.